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TATU-CANASTRA

Priodontes maximus

Peso: Até 50 kg.
Comprimento: até 1.5 metros.

Esta é a maior espécie de tatu existente. Apesar do tatu-canastra ser encontrado em praticamente toda a América do Sul, pouco se conhece sobre ele e o que há de informação ainda é muito superficial. Devido ao hábito de viver a maior parte do tempo embaixo da terra, e ocorrer em baixa densidade populacional, esta espécie é raramente vista. O tatu-canastra está ameaçado de extinção e é considerado pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) uma espécie Vulnerável na lista de espécies ameaçadas.

Garras Extremamente
Poderosas para Cavar

Uma das características mais intrigantes desta espécie é o tamanho das suas garras em forma de foice. A garra principal do terceiro dedo é longa chegando a medir até 20 cm.

Estudos realizados pelo Projeto Tatu-Canastra revelaram que esta espécie é estritamente noturna, passando a maior parte do dia dentro da toca. Esses animais são cavadores extremamente fortes e suas tocas gigantes são facilmente encontradas. Em média, suas tocas chegam a ter 35 cm de diâmetro na entrada e indicam a existência desta espécie na região.

Engenheiros do Ecossistema

Em média, um tatu-canastra cava uma toca a cada três noites. Com isso, eles alteram seu habitat natural e criam novos habitats para outras espécies.

Estudos realizados pela nossa equipe analisaram mais de 55 mil fotos de armadilhas fotográficas em frente às tocas. Essas imagens demonstraram que, pelo menos, 57 outras espécies de vertebrados se beneficiam das tocas dos tatus-canastras como refúgio térmico, abrigo contra predadores e recurso de alimentação..


Muitos animais que não entram nas tocas, utilizam a areia que os tatus jogam para fora para descansar. Esses fatos indicam que o tatu-canastra, tão difícil de ser observado, tem um importante papel no ecossistema e na vida de outras espécies da América do Sul.

Gigantes com Escudos

Os tatus-canastras tem uma enorme e escura carapaça com bandas flexíveis. Esta grande carapaça também apresenta uma linha branca na lateral característica da espécie que auxilia a identificar indivíduos.


Suas pernas, cauda e cabeça também são cobertas por duras escamas pentagonais. Embaixo da carapaça, sua pele grossa, enrugada e cor-de-rosa está desprotegida.

Espécie Rara Onde Ocorre

Apesar de apresentar uma larga distribuição geográfica, o tatu-canastra é raramente encontrado em sua área de ocorrência, incluindo o Pantanal.

 

A espécie pode ser encontrada em 12 países diferentes da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, habitando desde florestas tropicais até o Cerrado.

São Rápidos Cavadores por Comida

Em uma noite, nossa equipe observou um tatu-canastra cavando 6 tocas em apenas 15 minutos para se alimentar de formigas e cupins. As tocas tinham aproximadamente 80 centímetros de comprimento. Estudos e coletas de amostras de suas fezes confirmam seu hábito mirmecófago (comedores de insetos como formiga) na natureza. Os tatus-canastras podem quebrar cupinzeiros em questão de minutos. No Pantanal, mais de 90% dos cupinzeiros se regeneram algumas semanas após a passagem do tatu-canastra.

Reprodução

 Ainda pouco se sabe sobre os aspectos reprodutivos e os dados existentes não são suficientes. No entanto, o Projeto Tatu-Canastra registrou pela primeira vez a evidência de comportamento reprodutivo e o nascimento de um filhote. Nossas observações demonstraram que o período de gestação dura cinco meses e nasce apenas um filhote por vez. 

Ameaças 

Apesar de sua ocorrência em um amplo território da América do Sul, o tatu-canastra está se tornando cada vez mais raro devido à perda de seu habitat natural em decorrência das ações humanas.

Devido ao tamanho que atingem quando adultos, os tatus-canastras tornam-se alvo da caça predatória. Apesar de ser difícil quantificar,  os tatus-canastras também são caçados para atender ao interesse de colecionadores que cobiçam suas grandes garras.

Outros impactos, como o fogo e os atropelamentos, também provocam o declínio de sua população. Atualmente, nada se conhece sobre as doenças que atingem os tatus-canastras, no entanto, a equipe do projeto monitora bem de perto há mais de oito anos a saúde dos tatus através da iniciativa para a saúde dos Xenartras.

Todo esforço e colaboração são necessários para salvarmos o tatu-canastra e todas as espécies que compartilham e sobreviverem no mesmo habitat

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